Parte da gordura retirada na lipo pode ser reaproveitada para repor volume no rosto. A parte que a gente precisa explicar sem rodeio é quanto dela permanece.
É a transferência da gordura do próprio paciente para áreas que perderam volume, como regiões do rosto indicadas na avaliação. Como é o seu próprio tecido, não há risco de rejeição, mas isso não significa que toda a gordura enxertada permanece.
Uma revisão sistemática de 2019 (10 estudos, 515 pacientes) que mediu a retenção da gordura no rosto com imagem tridimensional encontrou valores entre 21% e 82%. A diferença entre as técnicas de processamento (filtração, centrifugação e sedimentação) não foi estatisticamente significativa nessa revisão, ainda que a tendência favorecesse filtração e centrifugação.
Uma revisão de evidências sobre enxerto de gordura também concluiu que não existe um teste padrão para medir a viabilidade da gordura, e que parte das recomendações técnicas se apoia em evidência de baixo nível. Em outras palavras: é uma técnica útil, mas a previsibilidade do volume final é limitada.
O nanofat é uma gordura processada em partículas muito finas, usada em áreas de pele fina e para melhorar a qualidade da pele. As evidências disponíveis até onde pesquisei são sobretudo revisões narrativas e estudos pequenos. Não encontrei revisão sistemática específica sobre nanofat para rejuvenescimento facial. Os números mais altos de retenção que aparecem em alguns trabalhos com técnicas assistidas por células não vêm de estudos controlados e não devem ser tratados como expectativa.
Da própria região tratada pela lipo, quando há gordura disponível. A indicação e a área são definidas na avaliação.
Não com precisão. Os estudos mostram retenção variando bastante, e o resultado é avaliado com o tempo.
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